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Abertura de empresas cresce 15% em Minas Gerais

As medidas para a aceleração da retomada econômica e desburocratização, propostas pelo governo, contribuíram para o aumento de 15% na abertura de empresas em território mineiro. De acordo com a Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg), no ano passado, 53.758 empreendimentos foram formalizados, número superior às 46.730 empresas abertas em 2018. Os setores de comércio (65,9%) e serviços (27,9%) foram responsáveis pela maior quantidade de novos negócios.

O cenário mais favorável aos investimentos tem estimulado a abertura de novas empresas, segundo o economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida. “No decorrer de 2019, tivemos uma pauta comprometida com reformas estruturais, o que elevou o otimismo no setor produtivo. Além disso, o comportamento dos indicadores macroeconômicos, como a inflação dentro da meta, os juros na mínima histórica e a melhora no emprego formal, contribuiu para a retomada de investimentos e projetos no país.”

Apesar desse contexto mais positivo, foram registradas a extinção de 39.260 empresas em 2019, um aumento de 2.780 fechamentos em relação a 2018. Neste caso, a variação foi de 7,6%. As modalidades com maior taxa de encerramento foram a Sociedade Limitada, com 20.242 fechamentos, seguido por Empresário Individual, com 15.776 extinções, e a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli), com 3.062 baixas.

Perspectivas para 2020

O ambiente propício ao avanço do consumo e dos investimentos deve se estender ao longo deste ano, de acordo com o economista-chefe da Federação. “A inflação deve se manter comportada, permitindo que os juros permaneçam em mínimas históricas. Esse fato estimula a concessão de crédito, tanto às empresas quanto aos consumidores”. Segundo ele, o aumento da demanda decorrente dessa conjuntura deve alavancar a geração de vagas formais, diminuindo a taxa de desemprego – hoje, registrada em 11,2%.

Com a estabilidade dos indicadores macroeconômicos, Almeida acredita no avanço de reformas importantes, como a Tributária. “Ao atacar os problemas estruturais, mesmo que aos poucos, o Brasil torna-se mais competitivo aos olhos dos empresários e dos investidores, que tendem a aplicar mais recursos no setor produtivo”, afirma o economista-chefe.

No entanto, as preocupações ainda residem no cenário internacional e em fatores internos. O conflito entre Estados Unidos e Irã, a guerra comercial entre as duas maiores potências mundiais, as eleições norte-americanas e a desaceleração do crescimento global podem impactar mercados mundo afora. “Além disso, a situação fiscal das esferas federal, estadual e municipal, bem como a instabilidade política nacional, são fatores que ainda tornam o crescimento do país instável”, encerra.


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